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Paper técnico · Metodologia

Seleção degestores.

Como a CX3 escolhe quem cuida do seu patrimônio. Não gerimos os ativos diretamente — selecionamos, com rigor, quem o faz melhor.

01 — O princípio

Não ser gestor, ser selecionador

David Swensen transformou o endowment de Yale de US$ 1 bilhão em mais de US$ 40 bilhões. O aspecto menos discutido de sua filosofia é talvez o mais importante: ele não tentava gerir os ativos. Sua função era selecionar os melhores gestores do mundo para fazer isso por ele.

Gerir bem um fundo — analisar balanços, entender ciclos macroeconômicos, construir um portfólio com convicção real — exige uma equipe dedicada, anos de experiência e uma infraestrutura que nenhum family office consegue replicar internamente.

A CX3 adota esse mesmo princípio. Não tentamos ser melhores do que os gestores que selecionamos. Tentamos ser melhores do que o mercado em identificar quais gestores valem a pena — e quais não valem, independentemente de quanto barulho fazem.

A diferença entre um bom alocador e um mau alocador não está em saber mais sobre as empresas do que os gestores. Está em saber avaliar os gestores melhor do que a média do mercado.

02 — Por que importa

A dispersão entre fundos é enorme

O mercado de fundos no Brasil é vasto e heterogêneo. Num mesmo período, o melhor fundo multimercado pode ter entregado 180% do CDI enquanto o pior entregou 60%. Escolher mal é tão prejudicial quanto não investir.

Melhor fundo
180% do CDI
Pior fundo
60% do CDI

Mesma categoria, mesmo período — uma diferença de 120 pontos percentuais sobre o CDI

Rentabilidade passada, isolada, é uma métrica enganosa. Um fundo que entregou 200% do CDI nos últimos 12 meses pode ter sido uma aposta concentrada que deu certo por acaso — e que se reverte no ano seguinte. O que buscamos não é o melhor retorno recente, mas o gestor com um processo robusto, consistente e replicável ao longo do tempo.

Há evidências sólidas de que bons gestores de renda variável no Brasil entregam, de forma sustentada, cerca de 3% ao ano acima do Ibovespa. Parece modesto — mas em horizontes de 10 ou 15 anos, sob o efeito dos juros compostos, é transformador. O trabalho da CX3 é encontrar esses gestores e separar o alpha real do ruído.

+R$ 700 milsobre R$ 500 mil, em 15 anos

3% ao ano acima do Ibovespa, mantidos por 15 anos, transformam R$ 500.000 em quase R$ 700.000 a mais do que o índice teria entregado sozinho. O alpha de um bom gestor não é um bônus — é uma parte substancial do retorno total de longo prazo.

03 — Análise quantitativa

O que os números revelam

O primeiro filtro. Não basta para aprovar um fundo, mas é necessário para eliminar os que não atendem ao padrão mínimo. Aplicamos critérios distintos para cada categoria.

Benchmark · CDI

Fundos multimercado

O benchmark é o CDI — a taxa livre de risco. Analisamos o desempenho em janelas móveis de 2, 3 e 5 anos, não o retorno pontual. Um fundo que bate o CDI em 85% das janelas de 3 anos é muito mais confiável do que um que bate em 60%, mesmo com retorno médio similar.

Aqui, a volatilidade é penalizada — indica instabilidade do processo
Benchmark · Ibovespa

Fundos de ações

O que importa é o excedente sobre o índice ao longo do tempo. Um fundo que cobra 2% e entrega o mesmo que o Ibovespa não é boa escolha; um que entrega 3% a 5% acima, sim. E há um critério próprio: o tamanho é inimigo do alpha — fundos grandes demais se tornam o próprio mercado.

Aqui, a volatilidade é esperada — não penalizamos oscilação

Critérios quantitativos — multimercado

CritérioO que revela
% do tempo acima do CDI — janelas de 2 anosConsistência de curto prazo: o gestor performa em diferentes cenários?
% do tempo acima do CDI — janelas de 3 anosConsistência de médio prazo: o processo se sustenta ao longo de ciclos?
% do tempo acima do CDI — janelas de 5 anosConsistência de longo prazo: o alpha é estrutural ou circunstancial?
Excedente médio sobre o CDIMagnitude do alpha gerado: quanto o gestor agrega além do mercado?
Volatilidade do retornoEstabilidade do processo: assume riscos excessivos para performar?
Histórico desde a origemVisão completa: o desempenho inclui períodos adversos?
Mínimo de 3 anos de existênciaFiltro de maturidade: diferencia gestores estabelecidos de estreantes.

Um critério inegociável: não alocamos em fundos com menos de 3 anos de histórico. Esse prazo é necessário para que o fundo tenha passado por ao menos um ciclo completo de mercado — incluindo períodos de stress — e para distinguir habilidade de sorte.

04 — Análise qualitativa

O que os números não revelam

A análise quantitativa diz o que aconteceu. A qualitativa tenta entender por quê — e se as condições que produziram aquele resultado ainda estão presentes. É a etapa mais difícil e a mais importante, feita sobre os gestores, não apenas sobre os fundos.

01

Filosofia de investimento

Como o gestor pensa o mercado? Fundamentalista, macro, quant? Não há filosofia certa ou errada — avaliamos se ela é coerente, consistente com o histórico e se o gestor articula com clareza como decide, sobretudo quando o mercado vai contra ele.

02

A equipe de análise

Grandes gestores não trabalham sozinhos. Avaliamos a composição e a estabilidade da equipe. Analistas seniores que saem com frequência são um alerta; analistas que crescem internamente e viram gestores indicam cultura e processo sólidos.

03

Processo decisório

Existe um comitê? As teses são documentadas e revisadas com rigor? Processos bem estruturados produzem resultados mais consistentes do que o talento individual isolado. Um gestor excepcional com processo fraco é um risco de concentração.

04

Alinhamento de interesses

O gestor investe o próprio dinheiro no fundo que gere? É a pergunta mais simples e mais reveladora. Quem tem 30% do próprio patrimônio no fundo dorme diferente nas noites em que o mercado cai. Avaliamos também a estrutura de remuneração.

05 — O processo

Quatro etapas, um processo contínuo

A seleção não é um evento pontual. O mercado muda, as gestoras evoluem, gestores entram e saem. Um fundo aprovado hoje é reavaliado periodicamente — e descontinuado se as condições que o tornaram elegível deixarem de existir.

01

Triagem quantitativa

Análise de retorno em janelas móveis, consistência vs. benchmark, volatilidade e histórico mínimo de 3 anos. Elimina os fundos que não atendem aos critérios mínimos.

02

Análise qualitativa

Avaliação de filosofia, equipe, processo decisório e alinhamento de interesses dos gestores. Aprofunda o entendimento por trás dos números.

03

Aprovação

Inclusão na lista elegível da CX3 — os fundos disponíveis para alocação nos portfólios dos clientes.

04

Monitoramento contínuo

Acompanhamento periódico de desempenho e mudanças na gestora; reavaliação e descontinuação quando necessário.

A CX3 não aloca em fundos apenas porque são populares ou estão no topo dos rankings de curto prazo. Rankings de 12 meses são quase irrelevantes na nossa análise. O que importa é o histórico completo, a consistência em múltiplas janelas e a qualidade do processo por trás dos números.

06 — O resultado

O que o cliente ganha com isso

Garantir que o patrimônio esteja sempre nas mãos dos melhores profissionais para cada função — e fora das mãos dos que não merecem essa responsabilidade.

Acesso

Gestores de qualidade comprovada

Muitas vezes indisponíveis nas plataformas de varejo ou com aporte mínimo elevado — abertos aos clientes da CX3.

Proteção

Contra o erro mais comum

Perseguir o fundo com melhor retorno recente e abandoná-lo depois da primeira queda. A disciplina do processo evita isso.

Retorno

Uma camada adicional de alpha

O excedente que se acumula silenciosamente ao longo do tempo — 3% a.a. sobre o Ibovespa, ou o consistente prêmio sobre o CDI.

E, talvez mais importante: o cliente não precisa acompanhar o mercado, ler relatórios ou decidir quando trocar de fundo.

Essa é a responsabilidade da CX3. O modelo Swensen não é sobre encontrar gestores perfeitos — é sobre ter um processo rigoroso de seleção e monitoramento que, ao longo do tempo, coloca as probabilidades do lado do investidor. É parte do que diferencia uma gestão patrimonial séria de uma simples distribuição de produtos financeiros.

Vamos conversar

Quem cuida doseu patrimônio?

Marque uma conversa e conheça o processo que separa o alpha real do ruído — e coloca as probabilidades do seu lado.